Retrospectiva, leituras e filmes
Daniely Silva -
Tempo de leitura: 5 minutos.
Crônicas
#filmes
Findo mais um ano, vem a pergunta: o que fizemos? Não foi um ano fácil. Foi morno em acontecimentos, com sabores azedos e toques amargos. Levei algumas facadas no bucho — e ainda dói! Foram três decepções: uma na família, uma amorosa e uma amizade. Tem gente que faz o favor de nos trair, porque mostra quem é e sempre foi.
Profissionalmente, passei por maus bocados e já me planejava para pedir as contas em breve, quando a grata surpresa de uma mudança veio para me dar um respiro e me permitir planejar os próximos passos com uma visão menos turva.
Foi neste ano que meu saite completou seus dois anos de existência; depois de muito trabalho (no qual tive muita ajuda!), ainda o considero em construção e planejo uma reestruturação.
Neste ano, pude me molhar nas águas do Velho Chico e voltar à cidade de origem de minha mãe depois de anos: Bezerros, a terra dos papangus e do São João mais frio do mundo! A parte chata foi não ter aproveitado as festas juninas. Precisei voltar correndo para terminar as aulas da minha especialização em Humanidades. Agora, só falta finalizar e apresentar a monografia, o que preciso fazer antes de começar a especialização em Geoprocessamento — de novo, fico enrolada entre cursos.
Também foi em 2025 que retomei o hábito de frequentar bibliotecas públicas. A fila da minha lista de leitura andou como não acontecia há tempos, graças à disponibilidade, nesses espaços, de obras caras e raras. Não sei o que esperar do ano novo, mas sei que começo com mais sabedoria, menos desespero e com a cabeça no lugar — por enquanto, risos.
Da segunda metade do ano pra cá, comecei a registrar os livros lidos e as séries e filmes aos quais assisti. Não o faço num sentido de produtividade, mas de registro pelo registro que me dê um panorama do que ando fazendo com meu tempo livre. Vou compartilhar a lista. O primeiro livro da lista porque comecei a registrar depois de terminá-lo, mas me lembro aindo do mês porque foi o livro que li durante as viagens de ônibus; há filmes anteriores a agosto porque guardo os bilhetes de cinema, então dá pra saber a data. Considero a data em que terminei de ver ou ler e identifico entre parêntesis o país de cada obra, então, se não houver nada, é porque é do Brasil.
Livros lidos
- Algum dia de agosto: Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha;
- 31 de agosto: Febrer 1939: la retirada dans l’objectif de L’Exili dins la mirada de Manuel Moros (2008), de Manuel Moros (Catalunha);
- 31 de agosto: Grandes Sertões, Veredas (1956), de Guimarães Rosa;
- 15 de setembro: Evita: imagens de uma paixão (1997), de Matilde Sánchez (Argentina);
- 18 de setembro: Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919), de Lima Barreto;
- 7 de outubro: As Intermitências da Morte (2005), de José Saramago (Portugal);
- 12 de outubro: Estação Carandiru (1999), do Dr. Áuzio Varella;
- 22 de outubro: Disgrace (1999), de Jonh M. Coetzee (África do Sul);
- 27 de outubro: Rota 66 (1987), de Caco Barcellos;
- 27 de outubro: Brasil: o futuro que queremos (2018), organizado por Jaime Pinsky;
- 3 de novembro: O Sentido das Águas (2025), do Dr. Áuzio Varella;
- 7 de novembro: Brás: Sotaques e Desmemórias (2002), de Lourenço Diaféria;
- 14 de novembro: A Carne (1888), de Júlio Ribeiro;
- 10 de dezembro: Cry, the Beloved Country (1948), de Alan Paton (África do Sul);
- 30 de dezembro: Brave New World (1932), de Aldous Huxley (Reino Unido).
Séries vistas
- 5 de junho: El Jardinero (2025), dirigida por Miguel Saéz Carral (Espanha);
- 8 de junho: Unorthodox (2020), dirigida por Maria Schrader (Alemanha);
- 19 de agosto: Narcos (S01) (2015), dirigida por Padilha et al. (Colômbia/EUA);
- 28 de agosto: Narcos (S02) (2016), dirigida por Gerardo Naranjo et al. (Colômbia/EUA);
- 26 de setembro: Narcos (S03) (2017), dirigida por Andi Baiz et al. (Colômbia/EUA).
Filmes aos quais assisti
- 23 de maio: Virgínia e Adelaide (2025), dirigido por Yasmin Thayná e Jorge Furtado;
- 2 de junho: Moonlight (2016), dirigido por Barry Jenkins (EUA);
- 8 de junho: Meu Nome Não é Johnny (2008), dirigido por Mauro Lima;
- 10 de junho: The Irishman (2019), dirigido por Martin Scorsese (EUA);
- 23 de junho: A Herança (2024), dirigido por João Cândido Zacharias;
- 24 de junho: Manas (2024), dirigido por Mariana Brennand;
- 27 de junho: Prédio Vazio (2024), dirigido por Rodrigo Aragão;
- 3 de julho: Mangue Negro (2008), dirigido por Rodrigo Aragão;
- 4 de julho: La Mesita del Comedor (2022), dirigido por Caye Casas (Espanha);
- 10 de julho: A Dama da Lotação (1978), dirigido por Neville de Almeida;
- 16 de julho: Mary: Mother of Jesus (2024), dirigido por DJ Caruso (EUA/Reino Unido);
- 21 de julho: Apocalipse nos Trópicos (2024), dirigido por Petra Costa;
- 31 de julho: Gladiator II (2024), dirigido por Ridley Scott (EUA);
- 7 de agosto: Mar Negro (2013), dirigido por Rodrigo Aragão;
- 15 de agosto: Weapons (2025), dirigido por Zach Cregger (EUA);
- 16 de agosto: Os Enforcados (2025), dirigido por Fernando Coimbra;
- 10 de setembro: Guerra de Canudos (1997), dirigido por Sérgio Resende;
- 15 de setembro: Bring Her Back (2025), dirigido pelos irmãos Philippou (Austrália);
- 18 de setembro: Talk To Me (2022), dirigido pelos irmãos Philippou (Austrália);
- 24 de setembro: Eu, Tu, Eles (2000), dirigido por Andrucha Waddington.;
- 10 de outubro: Malês (2025), dirigido por Antônio Pitanga;
- 30 de outubro: Frankenstein (2025), dirigido por Guillermo del Toro;
- 3 de novembro: Vinil Verde (2004), dirigido por Kleber Mendonça Filho;
- 14 de novembro: O Agente Secreto (2025), dirigido por Kleber Mendonça Filho;
- 24 de novembro: A Vida é uma Maratona: Os Novos Limites da Longevidade (2025), dirigido por Jeff Peixoto, Michel Souza e Thais Roque, com Dr. Áuzio Varella;
- 28 de dezembro: 1978 (2024), dirigido pelos irmãos Onetti (Argentina);
- 30 de dezembro: Matrix (1999), dirigido pelas irmãs Wachowski (EUA/Austrália).
